Author Topic: Emmanuel Lévinas e a Alteridade  (Read 15768 times)

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Marcos Giovany

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Emmanuel Lévinas e a Alteridade
« on: September 20, 2001, 07:16:08 pm »
 Gostaria de saber mais sobre este grande filósofo dos nossos tempos e sobre o seu pensamento...
Atenciosamente!

Marcos Giovany

watson

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Emmanuel Lévinas e a Alteridade
« Reply #1 on: December 27, 2001, 12:41:54 am »
 Se possivel enviar dados a respeito de emmanuel Levinas a alteridade?  
Sou estude de filosofia a estou trabalhando minha tese no pensamento levinasiano.


Sobre Levinas

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Emmanuel Lévinas e a Alteridade
« Reply #3 on: May 18, 2005, 03:51:20 am »
Há um livro de Levianas que reúne uma série de ensiaos sobre a alteridade chamado Entre Nós, é possivel encontrar um bom texto introdutório de um espacilista em Levinas na web:
http://www.milenio.com.br/mance/Lévinas.htm

Desirée

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Emmanuel Lévinas e a Alteridade
« Reply #4 on: June 23, 2005, 07:25:02 pm »
Pesquisando a respeito de alteridade, cheguei até aqui e li alguns textos sugeridos, mas este conceito ainda não está claro para mim. Onde posso encontrar essa explicação de forma mais completa e clara? Grata por sua ajuda. Desirée

Pilgrim

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Emmanuel Lévinas e a Alteridade
« Reply #5 on: June 24, 2005, 01:29:15 am »
Um pequeno resumo:

Alteridade (derivado do latim "alter", outro), característica contrária à identidade.  

Platao a chamava «o outro» e a entendia como uma das propriedades gerais das idéias, ou formas. A alteridade coexistiria junto com as propriedades do movimento, quietude, existencia e igualdade - aquilo que faz que cada coisa seja «outra com respeito às demais». As coisas sao múltiplas e diversas entre sí mas, a «existencia» propria do nao ser nao existe em sentido absoluto mas sim de modo relacional, o "nao-ser" só existe enquanto um coisa "nao é" outra,

Para Aristóteles, a alteridade é a diferença. A lógica do gênero e a diferença lhe eram suficientes para precisar com sentido o que algo é e o que não é.

A filosofía de Hegel deu a alteridade o nome de «o outro» e um lugar de destaque, necessária para a constituição do sentido da realidade das coisas: tudo é o que é, mas a compreensao de o que algo é depende de compreender o que nao é. Para Hegel, nada «é» simplesmente, tudo se relaciona dialeticamente com tudo. O finito nao é só um límite quantitativo, é a negaçao de todas as outras coisas que pode ser: nao ser (qualitativamente) estas outras coisas é o seu sentido.  

Entre as coisas que para ser plenamente necessitam do «outro» está em particular o «eu».

Na filosofía contemporanea alguns autores se destacaram na abordagem desse tema, sobretudo Husserl, Sartre, Merleau-Ponty e Levinas, que desenvolveram o conceito de alteridade como a presença necessaria do outro, nao apenas para a existencia e constituçao do proprio eu, mas principalmente para a constituçao da intersubjetividade.

Levinas é reconhecido como um dos expoentes da corrente fenomenológica. Muito influenciado inicialmente pelas idéias de Husserl e de Heidegger, seu pensamento ganhou força própria e se tornou original em vários aspectos. Sua análise fenomenológica se dirigiu principalmente para o terreno da ética e nessa perspectiva criticou seriamente Heidegger por ter colocado ênfase excessiva numa relaçao pura abstrata com o ser, negligenciando a dimensao ética.  

Em confronto com Heidegger, para Levinas o homem nao é meramente «o pastor do ser», nem alguem que deva descobrir o sentido do ser numa análise da tradiçao histórica. O homem é mais propriamente alguem cujo sentido só pode ser encontrado na sua relaçao com o outro.  

Apesar da critica a Heidegger, Levinas também elaborou sua exploraçao ontológica. Sua reflexão buscando a abertura do ser para o mais além do ser, ao outro do ser - que é um ser para outro e não um outro-ser, levou seu pensamento ao questionamento da relação tradicional entre sujeito e objeto, que  desaparece para dar lugar ao aspecto fundamental da noçao da presença do outro, irredutivel ao eu. Aqui o outro aparece como um que deve ser respeitado, já que sem o outro tampouco o eu pode ser si mismo, e sem sua presença nao existe portanto sentido algum.  

(Convido para um exame nas listas que tratam do sentido da vida. Uma busca friamente "racional" em que na maioria das dúvidas não se percebe a presença do outro pode chegar a um sentido?)

Para Levinas a ética está no centro do pensamento e sua filosofia se afasta daquela tradiçao filosófica que tentou pensar a unidade do ser, seu pensamento se centra na alteridade do Outro, sua reflexao se dirige para a defesa da subjetividade baseada na ideia de infinito, entendido como a abertura ao reconhecimento do Outro.

[]'s

Jonas

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Emmanuel Lévinas e a Alteridade
« Reply #6 on: November 09, 2005, 10:57:41 pm »
Saudações...Sou Jonas Ferreira da Costa, de São José dos Campos-SP. Estou desenvolvendo uma pesquisa monográfica sobre o pensamento Lévinasiano afim de subtrair suas possíveis contribuições para a Educação contemporânea. Sou estudante do curso sobre Educação, História Cultura e Sociedade da UNITAU em Taubaté-SP. Gostaria de contar com o possível auxilio de vcs nesta empreita.

UM fraterno abraço a todos

[email protected]

Abdrus

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Emmanuel Lévinas e a Alteridade
« Reply #7 on: November 14, 2005, 12:25:49 pm »
Gostaria de obter mais informações sobre a "Hermenêutica" em Lévinas. Estou trabalhando o texto "Hermenêutica e Além", na obra levinasiana: "Entre Nós". Agradeço antecipadamente!