Author Topic: O Deus do PARADOXO  (Read 18915 times)

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Offline brunopi

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Re:O Deus do PARADOXO
« Reply #80 on: June 29, 2011, 06:14:18 pm »
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Então você entra a um fórum só pra jogar conversa fora ou mostrar erudição? Num fórum tipo filosófico se entra para demonstrar verdades não para deixar a idéia que possui a verdade.

Não sinto vontade de lhe contar quais as razões para eu ter entrado neste fórum tipo filosófico. Tenho algumas, inclusive por certa responsabilidade que assumi. Mas há quem entre apenas para debater questões de seu interesse, sem compromisso com a pretensão de demonstrar “verdades”, essa curiosa palavrinha de oito letras; há quem se sinta carente de companhia, e que apenas queira conversar; há quem esteja fazendo pesquisa acadêmica e entre no fórum à procura de ajuda... Todos têm suas razões. Quem é você para dizer por que razão se entra ou não num fórum, seja lá de que tipo for?

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Conhecimento básico: A natureza (realidade) está classificada em três reinos O ANIMAL, O VEGETAL E O MINERAL por tanto, si o homem não se encaixa no Reino Vegetal nem no Reino Mineral então pertence ao Reino Animal e deve ser considerado ANIMAL.
Agora eu fiquei intrigado com toda essa verborragia indefinida aplicada a sua definição. Gostaria muito saber de que está falando o é simples bla bla bla...


É mesmo um conhecimento básico. Tão básico quanto o de que as Pirâmides de Gizé foram construídas para servir como túmulos para faraós – mas você não acredita nisso, acredita?
Nós dois temos opiniões bastante diferentes sobre o que é Realidade. Para mim, o que chamamos de natureza está longe de ser o Real. A natureza sempre muda, é impermanente; o Real não. Essa classificação em reinos é, como já disse, apenas uma classificação, coisa dos homens. A Realidade não é classificável. Aliás, é no próprio ato de classificar que a Realidade nos escapa. Só pra constar: você já cogitou a possibilidade de haver uma infinidade de seres que, por não serem conhecidos por nossa estimada ciência, não se enquadram em nenhum desses reinos? Pois para além da matéria, meu caro, há sim. Não sei se você conhece algo sobre a Árvore da Vida judaica, mas, se não, sugiro que procure ler sobre Malkut. Pode lhe ser útil.
Veja bem... Isso que você chamou de verborragia indefinida é baseado em conhecimentos sagrados e antigos, não é invenção minha. Não precisa nem me respeitar, tem um modo muito estranho de pedir por isso. Tenha mais cuidado ao falar sobre o que tristemente ignora. Se quer saber do que estou falando, comece por ter um pouco de humildade e de atenção – especialmente porque eu já comecei a lhe contar o que quer saber e você, preocupado com seu oponente, ainda nem se deu conta. Eu não sei de nada realmente, mal comecei a estudar sobre o Mistério, mas posso lhe contar umas duas coisas ou três.

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Agora se a base de sua verborragia é a explicação metafísica de que todo o que consideramos como realidade é somente uma interpretação de nosso cérebro eu a aceito como válida.

Eu disse que o cérebro não é responsável pela tessitura da Realidade. O cérebro não cria o mundo; a Mente sim. Você deveria saber (já que usou o termo mais de uma vez) que verborragia é o muito falar e pouco dizer. Não creio ser o caso.

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Na realidade sua explicação foi bastante clara, o detalhe que tomo como base para sua analise “O homem é uma espécie de animal e o único que possui Auto-Consciência com potencialidade de perceber, discernir e o mais importante refletir, raciocinar e deduzir” é que está errado.

O que eu coloquei foi:

“O homem é uma espécie de animal e o único que possui Auto-Consciência com potencialidade de perceber, discernir e o mais importante refletir, raciocinar e deduzir. Em outras palavras com “potencial” de evoluir intelectualmente (em conhecimentos) e transformar-se num Ser Humano (que se preocupa com a humanidade) que é sua meta”.

Em outras palavras, você deixou de fora a parte que fundamenta a idéia. Veja que estou diferenciando ao homem porque possui além da consciência coletiva que possuem todos os seres vivos, possui uma Auto-Consciência que lê permite evoluir intelectualmente e determinar sua individualidade.

Embora você diga que minha explicação foi clara, não me parece que você entendeu a natureza de meu comentário. O único ao qual me referi está implícito nas duas frases. Quer que eu o posicione lá para você ver melhor? Assim ó: “O homem é uma espécie de animal e o único que possui Auto-Consciência com potencialidade de perceber, discernir e o mais importante refletir, raciocinar e deduzir. Em outras palavras, o único com “potencial” de evoluir intelectualmente (em conhecimentos) e transformar-se num Ser Humano (que se preocupa com a humanidade) que é sua meta”. Não deixei de fora coisa nenhuma. Apenas me detive na frase em que o termo está explícito. Outra coisa: as duas frases, embora você tenha dito “Em outras palavras”, não dizem a mesma coisa. Na primeira você diz o que julga ser o homem, essa exceção autoconsciente, o único com potencial de perceber, refletir, etc. Na segunda, acrescenta que esse homem evolui em conhecimento (como se um macaco, à sua maneira, também não ‘evoluísse’ nesse sentido) e que a meta do homem é se tornar um Ser Humano (o que é apenas uma opinião sua, algo pouco filosófico para um fórum tão filosófico). O meu comentário referia-se apenas ao fato de que o homem não é o único com as capacidades que você mencionou na primeira frase. Não me interessou no momento comentar o que diz a segunda frase, mesmo que seja uma extensão da primeira. Só pra constar, uma anêmona ou um gato também determinam ‘sua individualidade’, a seu modo.

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Em quanto a sua frase:

“Não vou nem falar da consciência das pedras pra você...”

Me deculpe, mais aqui, você está demonstrando arrogância e displicência ignorando a minha competência nas questões.

Você se ocupou tanto em me analisar que, ao meu ver, esqueceu de mostrar sua competência nas questões. Acredite, não estou sendo arrogante e muito menos displicente. Se estivesse, nem teria lhe respondido.

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Bom até agora você só tem demonstrado erudição (possui informação) sobre as questões mais não tem demonstrado que possui conhecimento sobre as mesmas. A informação e o QUE do assunto, o conhecimento é ter as respostas do POR QUE, PARA QUE, COMO, QUANDO do assunto e isso falta em suas colocações.

Obrigado por tentar me dizer qual a diferença entre informação e conhecimento, mas me apresso em lhe dizer que o conhecimento não necessariamente responde a essas clássicas perguntinhas. Há conhecimentos que prescindem de palavras, que até mesmo requerem a ausência de definições, de lógica, de respostas, de classificações – mas não sei se você compreende isso a que estou me referindo. O conhecimento, grosso modo, implica experiência, não ter respostas.
Quanto ao meu conhecimento das questões que abordo aqui neste fórum, elas me chegaram por diversas fontes e caminhos (posso citar alguns depois, se isso lhe deixar mais tranquilo), com a clareza típica que se apresenta aos buscadores sinceros. Quem procura, acha.

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Para finalizar deixo uma sugerência, se deseja podemos debater sobre a consciência das pedras. Você se surpreenderá de meu conhecimento sobre a questão.

Eu estou muito interessado em saber de você o conhecimento sobre a questão.

Sobre a consciência das pedras? Depois eu falo. Vamos lá, me surpreenda...

Offline Acácia

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Re:O Deus do PARADOXO
« Reply #81 on: July 02, 2011, 11:59:14 am »
 ???
Se é a consciência e/ou a mente a determinante do ser humano, e havendo consciência nos reinos animal, vegetal e mineral, como podemos perceber a evolução e o relatórios das vivências se árvores e pedras não se locomovem?  ??? :unknw_mini:

Offline Gabriely

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Re: O Deus do PARADOXO, QUE DIZEM POR AÍ!
« Reply #82 on: July 23, 2011, 04:03:12 pm »
Alguns afirmam categoricamente que Deus não existe, sem nunca ter mapeado os confins do universo, sem nunca ter penetrado nas microparticulas de todos os atomos, sem nunca ter tomado as asas do tempo e percorrido o tempo indecifravel do passado. Se esses que DIZEM que Deus não existe, se são tão limitados, mas fazem uma afirmação tão grande, são deuses.  :chok_mini:Só um deus tem tamanha convicção.!

Offline Antonio Mello

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #83 on: November 28, 2011, 09:34:14 am »
Quero saber o que o brilhante amigo pode ter de grande conhecimento sobre a consciência das pedras!
Vai me falar que a Pedra de Rosetta é inteligente porque decifra os hieróglifos egípcios!
Ou que o monolito do Pão de Açúcar se posicionou lá estrategicamente pra gente poder botar o bondinho! hahaha
Ou não... inteligente é aquela pedra que vai cair na minha comida com desconto em um restaurante bom pq aproveitei promoção e aí vou precisar comprar mais um voucher pra pagar o dentista... hehehehe

Offline Monstrinho

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #84 on: November 28, 2011, 06:06:07 pm »
Olá,

Muito legal esse tópico. Muito legal o debate entre o SE7MUS e o brunopi, numa verdadeira dialética, do mestre ensinando o discípulo a questionar e romper com velhos conceitos e paradigmas ultrapassados e inadequados para se compreender o que é a realidade.

Parabéns a brunopi, cuja demonstração de conhecimento sobre religiões e ciência, teve unicamente como objetivo conduzir o interlocutor, apontar o caminho...

Eu mesmo tenho buscado compreender essas coisas mais e mais.

É que, Filosofia Advaita-Vedanta é simples e complicada ao mesmo tempo, assim como o Zen. É simples porque nos fala numa linguagem clara, sem rodeios, sem ostentação de retóricas inúteis, que só servem para confundir. E é complicada, porque estamos de tal modo a raciocinar de acordo com os padrões ocidentais, que fica difícil compreender como o corpo e a mente não somos nós.

Cito, a título de contribuição, alguns trechos do Swami Vivekananda, a fim de dar um up nesse tópico, para voltemos a estudar e compreender esse assunto, que foi tema do debate.

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Como explica o advaitista as várias teorias de céus e infernos e essas várias idéias que encontramos em todas as religiões? Quando um homem morre, diz-se que vai para o céu ou para o inferno, para aqui ou para ali, ou que quando um homem morre, torna a nascer em outro corpo, seja no céu ou em outro mundo, algures.

Tudo isso não passa de alucinações. Falando com realismo, ninguém nasce nem morre. Não há céu, nem inferno, nem este mundo: todos os três realmente jamais existiram. Contai a uma criança uma porção de histórias de fantasmas, e fazei-a sair à rua, pela noite. Existe ali um pequeno toco de árvore. Que vê a criança? Um fantasma, com as mãos estendidas, pronto para agarrá-la. Suponhamos que um homem vire a esquina, desejando encontrar sua namorada: vê naquele toco de árvore uma jovem. Um policial que venha da mesma esquina vê o toco transformado em ladrão. O ladrão o vê como um policial. Trata-se do mesmo toco de árvore, que foi visto de várias maneiras. O toco é a realidade, e as visões do toco são as projeções das várias mentes.

Há um Ser, um Eu, que nunca vem nem vai. Quando um homem é ignorante, deseja ir para o céu, ou para um lugar parecido. Durante toda a sua vida pensou e tornou a pensar nisso, e quando esse sonho terreno se desvanece, vê este mundo como um céu com anjos voando sobre ele. Se um homem deseja toda a sua vida encontrar-se com os seus antepassados, consegue encontrá-los, a partir de Adão, pois cria todos eles. Se um homem é ainda mais ignorante e está sempre assustado pelos fanáticos com idéias de inferno, com toda a sorte de castigos quando ele morrer, verá este mesmo mundo como um inferno. Tudo o que significa isso de nascer ou morrer é simplesmente um caso de mudanças no plano da visão. Nem vós vos moveis nem se move aquilo sobre o que projetais vossa visão. Sois os permanentes, os imutáveis. Como podeis ir e vir? Isso é impossível: sois onipresentes.


A mente pois, faz projeções daquilo em que acredita, e tais projeções, se tornam reais, como nesses tipos de sonhos que, os acreditamos tão reais, que, quando acordamos, ficamos encabulados e a refletir: "mas aquilo parecia tão real! Ah, foi só um sonho".

Tais projeções da mente, tais constructos, se tornam "reais" para aqueles em que neles acreditam.

Na filosofia Advaita-Vedanta, não dualista, Deus é causa e efeito ao mesmo tempo.

Swami Vivekananda distingue 3 escolas filósoficas a esse respeito:

1- Escola dualista: Deus é causa, e a criação, o efeito. Deus, portanto, existe separado da sua criação. Deus é visto como um poderoso monarca, que tem todos os atributos humanos, mas os goza em Ato e não em potência como nós - vide a esse respeito a 5a. Prova da Existência de Deus, de Descartes, em "Meditações Metafísicas". 

2- Escola dualista-não qualificada: Deus é causa, mas está presente no efeito: assim como o nossa alma habita o corpo, tudo o que existe, é o "corpo de Deus", que, na visão newtoniana, é o Éter, a máteria padrão, básica, primitiva e homogênea, a partir da qual tudo o que existe é gerado a partir e no "corpo de Deus". Não é que Deus esteja lá na parede, mas esta existe mediante uma matéria prima, um campo vibracional, que seria uma espécie de "sistema nervoso de Deus". O Deus dos dualistas não-qualificados, não deixa de ser, portanto, um deus pessoal, assim como o deus dos dualistas

3- Escola Não-dualista, ou Advaita Vedanta: Deus é causa e efeito ao mesmo tempo, o que equivale a dizer, que as criaturas são ele mesmo. Na verdade, não existe nada no Universo, nem mesmo Deus. O que existe, nos diz Vivekananda, é uma "Existência infinita", apenas um Ser. Como exemplo, tomemos uma mesa, e se retiramos o nome "mesa" e a sua forma, o que permanece é a mesa. Tudo, pois, aparece no mundo de Maya (ilusão cósmica), com nomes e formas, e isto cria a aparência de que há coisas distintas no universo. Outro exemplo são os jarros, copos e pratos feitos de argila. Se retiramos o nome e a forma, o que fica é a argila. A argila é Deus, e os jarros, copos e pratos, são modalidades de apresentação dessa "Existência infinita", Brahman ou Realidade Absoluta. Mesma coisa é em relação às ondas do mar, que tomam formas quando em movimento, mas não podemos dizer que a onda "está no mar", como na escola dos "dualistas não qualificados", mas a onda é o próprio oceano, bastando para isso, que deixe de ser onda quando as águas estão paradas e tranqüilas. A onda é o ser humano, que se acredita onda, mas o Eu, é o próprio Oceano, que, num momento, num instante, aparece como forma de onda. 

Bom, sei que é complicado discutir isso, eu mesmo não poderia ir mais longe.

Mas, vamos levar essa teoria para o lado prático. Se tudo o que existe é Deus, então todos somos "deuses". Que razão há pois, dizer que fulano me puxou o tapete? Como alguém pode de "derrubar", se eu sou Deus? E, esse que puxa o tapete também não é Deus? Acontece que, cada qual projetando suas criações mentais no mundo real, dos sentidos, essas projeções tomam forma e realidade, mas somente para aqueles que acreditam nelas.

Em termos de pensamentos e sentimentos, sabemos que eles não são reais, mas são também, algo projetado pela mente (o ego) e cabe a nós acreditarmos ou não nesses pensamentos e sentimentos. Se tudo é deus, então eu não posso sentir raiva de alguém, porque esse alguém é Deus. Se tudo é deus, então eu não posso pensar algo a respeito disso ou daquilo, e acreditar que os meus conceitos e ações são capazes de mudar isso ou aquilo, fulano e sicrano, já que Deus é a Única Realidade, a Única existência, eterna e imóvel, então eu não posso mudar, com os meus pensamentos ou com minhas ações, algo que eu julgo certo ou errado.

Como posso ferir alguém se esse alguém é Deus? Eu posso ferir Deus? Alguém pode me beneficiar em algo? Alguém pode fazer algo por mim? Mas como, se eu Sou Deus e já sou perfeito?

Se a pessoa acredita que está ferida, magoada, então aquilo se torna real para ela, assim como posso acreditar que alguém me beneficiou com esta ou aquela ação, e isto se tornará real para mim.

Mas se somos Deus, nada há que fazer, a não ser tomar consciência disto, e buscar a percepção do Real, e, em relação aos outros, apenas apontar o caminho...

Não sei se contribuiu aí...

Abçs,

 

 

Offline Monstrinho

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #85 on: November 28, 2011, 11:39:01 pm »

Offline brunopi

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #86 on: December 07, 2011, 04:21:34 pm »
Acácia, não sei se compreendi muito bem sua questão. Vamos por partes. O primeiro ponto é que não creio que possamos dizer que a consciência e a mente sejam ‘determinantes do ser humano’, como você aventou. Compreendo a consciência como a faculdade do perceber-se. As várias consciências que mencionei aqui me parece que servem mais como instrumentos. Isso que determina o que é o ser humano utiliza-se desses instrumentos. Entendo que o que comumente chamamos ‘ser humano’ é uma criação da mente. Não da sua mente ou da minha mente, mas da Mente. No entanto, e embora isso possa parecer contraditório, não é a Mente que determina o que o ser humano é; logo, também não penso que ela seja ‘determinante do ser humano’. Quer saber quem é, então, que o determina? Pois lhe digo que essa é a procura mais árdua e mais recompensadora que há. Bom, além disso tudo, há muitos aspectos do ser humano que não são de fato humanos. Deixo claro que não me refiro aqui aos instintos ‘animais’ ou aos supostos órgãos vestigiais, aqueles que a ciência, não lhes conhecendo a função no corpo, considerou equivocadamente como antigas estruturas que perderam a utilidade no processo de evolução (o apêndice, para citar um exemplo clássico, tem papel importante no sistema imunológico). Refiro-me a aspectos desconhecidos da ciência materialista, e que a psicologia há algumas décadas vem se dedicando a compreender.
Como um segundo ponto, digo que perceber que animais, minerais e vegetais têm consciência ainda é uma visão reduzida – tão reduzida quanto essa classificação clássica dos reinos. Todo o Universo é autoconsciente. Aliás, numa tentativa de ser um pouco mais preciso numa seara tão imprecisável quanto esta, eu diria que todo o Universo é autoconsciência. Cada ente apresenta consciência adequada a seu estágio no Caminho.
Bom, para poder responder à pergunta propriamente dita, preciso que me diga o que são esses “relatórios das vivências” e de que maneira o fato de vegetais e minerais se locomoverem poderia contribuir para nossa compreensão disso. Poderia me dizer?
Antonio Mello, imagino que tenha me chamado de brilhante numa tentativa de ser irônico... Não imaginei que a consciência das pedras fosse suscitar tanto interesse. Bom, se quiser mesmo saber algo a respeito um dia, provavelmente terá que perguntar de outro modo.
Monstrinho, o SE7MUS me parece uma pessoa rara e sincera. Às vezes me pergunto em que passo ele está... E me pergunto agora se este tópico não está migrando para outra coisa, uma vez que não apareceu mais ninguém que sustente a tal paradoxalidade de Deus (entre os tantos meninos de 15 anos fãs da NWOBHM que se dão ao trabalho de verificar as impressionantes incoerências da Bíblia).
Uma séria questão que se costuma derivar do estudo do Advaita Vedanta é essa compreensão de que somos Deus sob infinitas máscaras. Acho um pouco perigoso pensar assim. O cara que me puxa o tapete não é Deus. Como poderia ser? O cara que me puxa o tapete é uma mera sombra, irreal, transitória, uma bolha de sabão ao vento. Ele não é o toco da árvore, e sim o fantasma, a jovem, o policial. Entende? É uma irrealidade... em certo sentido.
Outra coisa que me chama a atenção é a compreensão de Maya como ilusão. Não entendo dessa forma. Etimologicamente, o termo Maya deriva da raiz sânscrita matr, relativa à medida. Um exemplo: pegamos uma fita métrica e marcamos no chão um espaço equivalente a dois metros quadrados. O que fizemos foi medir – “dividimos” o espaço por meio de uma convenção. De modo semelhante agimos quando dizemos que isso em nosso braço é um cotovelo, quando avaliamos que o céu está em cima e o chão embaixo, ou quando consideramos que uma abóbora pertence ao reino vegetal. São convenções, classificações, estruturas mentais. A raiz matr está na origem dos termos mãe (materno, maternal...), matriz (matrix...), matéria (material, aquilo de que algo é feito...). Se você observar todas essas “coisas” que lhe cercam e que lhe chegam por meio dos sentidos, e não der a elas uma atenção objetiva, você não perceberá casas, pessoas, abóboras, cheiros, buracos, etc. Diz o Tao Te Ching: “o nomear é a mãe das dez mil coisas”. Se não há divisão, resta apenas Um.

Offline Claudio L.

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #87 on: December 07, 2011, 08:39:28 pm »
As trevas são a sombra e a sombra se forma quando se está de costas para a Luz. O movimento da terra em torno de si mesma nos lembra isso todos os dias e todas as noites. A alegoria da caverna também.
Não se preocupe com a existência ou não de Deus, se preocupe com a sua existencia e vai encontrar com o Deus que te habita.
Buscar ou questionar o Deus fora de si, é fugir de Deus. É como acreditar que cérebro e coração estão nos olhos.  A vida é a cristalização fisica da Vontade de viver ou do verbo. Alguém é capaz de entender o verdadeiro significado do frase "E faça-se a luz!"?

Os homens tem o livre arbitrio e podem se seguir seu caminho. A Luz é o Caminho. Mas pode o homem seguir o seu caminho. A sombra é a independência do homem que por livre arbitrio pode se virar de costas para Luz. Só pode se voltar para a luz (ou contra ela) por vontade própria e entendimento. Nunca por medo ou desejo. Conhecer a luz é conhecer a si mesmo.

Quem está de frente para a Luz está na luz, quem está de costas, também está na luz, porem olhando sua própria sombra, e acreditando que a "Sombra" é o "Si". A Luz e a Sombra. O ou o "In e o Yang" ou os triangulos sobrepostos ou a cruz / Esses tres simbolos valem por muitos livros de filosofia, pena que cairam no banal. Alguém pode acreditar que estou falando de piscologia, sociologia e fisica? Alguém pode entender o conhecimento dos opostos? Alguém pode acreditar que existe mais que espaço vazio entre o polo de um imã que atrai ou repele outro imã? Alguém pode entender o calor do centro da terra, seu movimento e a assim compreender a cruz? Alguém pode entender a cruz como simbolo da astronomia? Alguém pode entender a imagem do velho Sábio refletida na mesa espelhada e entender que lá também está a Cruz, os Triangulos os movimentos da Terra? Como querer entender a Vontade quando si mesmo se enxerga como Representação da vontade do outro. Quando os objetos passam a se ver como sujeito? Quanto sofrimento é matar o sujeito em prol do objeto. O que pensar do homem que é apenas Reflexo? O homem é a Representação da Vontade, como também é a Vontade que se Representa... A vontade está em tudo, é tudo é representação da vontade. A vontade não é o Refletir. O Refletir reflete o já representado. O homem é unico, ainda que seja produto do todo. O caminho do homem é atravessar a bruma da Reflexão e mergulhar na sua Vontade única. É possivel explicar a um homem que um mais um são três? E que  três é igual a quatro... E que quatro é um? EE como fazer alguém entender que um circulo nada mais é que um quadrado perfeito. Queria pitagoras estivesse aqui e acabaria com este topico num "desabafo" (para não dizer "num peido"). Parece estranho dizer que no mundo de hoje, onde nos esbaldamos em liberdades, o o homem nunca esteve tão reprimido? A vontade Reprimida faz com que o homem acredite que o Intuir, Experimentar e Refletir é o Si. Repremir a Vontade é matar-se em vida para viver algo que não se é. Resgatar a vontade é matar a Intuição e a Experimentação, que para os ingênuos é o Si. Jesus fez o cego enxergar. Platão também. Shopenhauer idem. Todas as manhãs o sol varre as trevas para aqueles que observam os astros. Se a Luz e o Calor do sol são vitais a vida, não seria a luz do sol Vida? E se a vida está na terra, não seria tudo vida? Não seria a Terra a vida em si? E o homem a manifestaçào da Vontade "verborragica" (para usar o termo do amigo) da vida em si?

Quando a Igreja Católica separou Deus do Homem criou o Deus dos Ateus. O Deus que, como dizem os ateus, provavelmente não existe. Mas não sejam ingênuos de achar que Catolicismo e Cristianismo são a mesma coisa. Bem aventurados sejam os cristãos que entendem a Verdade por traz do sinal da cruz! Bem aventurados os que entendem que o pecado contra o outro é um pecado contra Si. Bem aventurados os que buscam a verdade ainda que para isso sacrifiquem suas vaidades. Bem aventurados os que conhecem e luta bravamente no farejar, assimilar e se libertar das sete vaidades sem por elas lamentar a perda! Bem aventurados os que atravessam as tentações que habitam o deserto da alma rumo a terra prometida. Bem aventurados os que atravessam o mar de sangue. Bem aventurados os que conhecem a si, que amam o próximo. Quem conhece e desvenda si mesmo, perdoa o próximo e quem perdoa o próximo conhece o reino dos céus. Conhecer a si é estar no reino dos céus! Bem aventurados os que sabem de que se trata o reino dos céus. Pois para esses, toda filosofia e ciência comprova a Verdade. Bem aventurada a Verdade e o Entendimento que leva a Verdade. Bem aventurados os que olham para Si, é o olho por olho, o dente por dente, pois toda coragem do homem lhe foi dada para domar e compreender a si mesmo. Sua tolice. Essa é a diferença entre homem e animal. Apenas o homem é capaz de compreender sua própria tolice. Bem aventurado o Cristo renascido em todos. Bem aventurados os livres da escravidão da Intuição, da maldição das ilusões, bem aventurados o Eu que mata o pequeno Eu e renasce para a vida eterna!

Não é fácil chegar a Verdade. O sentido de toda uma existência é a busca da eliminação do erro. Como dizia Shopenhauer "Todo erro está carregado de veneno" e " "(A verdade) Depois de conhecida, não é mais possivel dar as costas a Verdade"........... Quando se vira as costas para Verdade, conhecemos a ignorancia, assim como quem vira as costas para a Luz conhece as Trevas, a parte baixa da cruz! Pois aos pés da cruz, maria chorou por seu filho! Bendito aquele que entendeu a vida olhando pros polos do imã. Bendita Maria a mãe dos pecadores, que tudo perdoa. Bendito o Pai que nos mantém em frente e livres. Bendita a liberdade da Alma, porque só a liberdade da Alma pode libertar o homem das armadilhas que ele mesmo se impõe. Pobre o homem que passa a vida sem dominar-se, sem dominar o Dom divido do livre Arbitrio, Abstração e Vontade! Bendita a liberdade do homem de poder voltar as costas a luz. Pois a vontade não pode negar a si mesma. Bendito seja o livre arbitrio. Bendito é o homem porque é a imagem e semelhança Dele. Do todo que tudo ilumina, as vida no seu estado mais sublime. Não, isso não é religião. É o Entendimento. Desejo sorte na busca.
Quem procura o Deus fora de si, louva a Cesar, Louva ao Faraó, louva a loucura do Homem. Maldito César, Maldito o Fáraó. Deus está em todos, está no céu, que não pode ser tirado de homem algum. Deus não está ali ou aqui! Deus está em tudo, como bem nos ensinou Lucas! E todos estamos nele. Seja de costas, se de frente, todos estamos na luz, ainda que olhando nossas sombras. A sombra é a cruz que acompanha cada homem. O homem é o unico ser vivo capaz de reconhecer a própria sombra. A sombra é cruz que cada homem carrega. Como é noite para o dia, a morte para vida. Olhar pra luz é a unica forma de se livrar da sombra (ou então caminhar no escuro, mas a estrelas refletem a luz, pois o sombra é filha da luz. Sem luz, não há sombra. Só entende as trevas, quem entende a luz.

Deus é o que sobra, quando não se tem mais nada. Deus é a Vontade se impondo ao Desejo. Deus é libertação da mente, do corpo e da alma. Olha para dentro de si, olhem para a bruma de trevas que aconchega, sopra ela pra longe e verá o verdadeiro Deus.
 Recomendo ler Lucas 17:20:21.


BrunoPi, prazer ler o que você escreve com conhecimento e sabedoria. Bem aventurado seja você também =)!


No mais fica aquele frase que li no banheiro: "Quer saber quem te escraviza? A carne." "Do que tens medo? De si." "O que és? Aquilo que tu reprime.". Como te enxerga? Comos os outros te veêm.  Acorda este monstro preso na jaula da ignorância e liberte-o. Só assim verás que não se trata de um monstro."
Parafraseando o bobo alegre do Sartre e corrigindo-o: "O inferno somos nós". E o que são os outros? Nossa culpa. A preocupação que temos como os outros é proporcional a vergonha inconsciente que temos de nós mesmos.


E como dizia minha avó: "Cada cabeça um guia." Acredite no seu e esqueça Deus. Ele virá. 

Para quem leu, abraço!
« Last Edit: December 08, 2011, 01:56:39 am by Claudio L. »

Offline Suzana

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #88 on: December 08, 2011, 10:53:23 am »
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Acácia, não sei se compreendi muito bem sua questão. Vamos por partes. O primeiro ponto é que não creio que possamos dizer que a consciência e a mente sejam ‘determinantes do ser humano’, como você aventou.

Acácia aventou isso foi? Só se foi na minha ausência pois para mim, a determinante do ser humano é o coração.  =8)

"Do coração procedem as saídas da vida..."

Quote
Cada ente apresenta consciência adequada a seu estágio no Caminho.

Eu não sei disso pois sendo o coração a determinante, Deus é quem sabe, já que o coração dos outros é Terra que ninguém anda. Mas, científicamente eu diria que existem almas arcaicas e mentes infantilizadas e vice-versa. Portanto não acredito que a consciência possa estar em estágio adequado... Talvez as ferramentas cérebro/memória estejam estacionadas em algum ponto do percurso mas que apenas uma ação movida no além-espaço/tempo possa fazer os ajustes! Não sei explicar direito.

Abraços.

Offline brunopi

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #89 on: December 08, 2011, 12:09:29 pm »
Claudio L., belas palavras. E quanta sabedoria às vezes apresentam as portas dos banheiros, não é?
Penso que seria uma boa fazer um tópico sobre simbologia. Tive algumas experiências malsucedidas aqui no fórum nesse sentido... Parecia que estava falando grego. :)

Acácia (ou Suzana, não sei mais...), presumi que você havia aventado aquilo por causa desta condicional presente em seu texto: "Se é a consciência e/ou a mente a determinante do ser humano...".
Creio que você saiba que aventar não é sinônimo de afirmar. Aventar é apenas considerar uma possibilidade, assumir algo em termos hipotéticos, lançar despreocupadamente ao vento (daí o termo 'aventar'). Creio que foi exatamente isso que você fez: em sua condicional (se...), assumiu hipoteticamente aquela informação. Aliás, essa informação ("a consciência e/ou a mente é a determinante do ser humano") não estava presente no meu discurso; por isso eu disse que você aventou.
Só queria lhe dizer, fazendo coro a algo que li o Monstrinho lhe dizer em outra ocasião, que eu nunca entendo muito bem o que você escreve.
Poderia me esclarecer o que seriam os tais 'relatórios de vivências"?

Offline Suzana

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #90 on: December 08, 2011, 01:21:13 pm »
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Só queria lhe dizer, fazendo coro a algo que li o Monstrinho lhe dizer em outra ocasião, que eu nunca entendo muito bem o que você escreve.
Poderia me esclarecer o que seriam os tais 'relatórios de vivências"?

Monstrinho não usou estes termos. Ele disse que sou pinel e doida, o que deixa claro que a verdade passou longe... risos!

Você falou em "consciência das pedras"?! Que eu saiba pedra não tem consciência!
Quanto ao "relatório de vivências" , existem valores que se aplicam apenas às Leis do Espírito e não têm utilidade alguma para a ciência. Posso tentar explicar quando consegui traduzir o meu discernimento tá bom?

Abraços! ;)

Offline Claudio L.

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #91 on: December 08, 2011, 09:09:58 pm »
BrunoPi, um topico de simbolos seria bem interessante. Ia acabar virando um topico grego, realmente. =)


Concordo, Suzana.

Existem esses valores, sim. Por exemplo o conhecimento. A verdade. Como por exemplo a verdade de que as pedras tem consciencia.

Isso não importaria a ciência, pois a ciencia só cosideraria a consciencia das pedras verdadeira, se as pedras resolvessem cálculos matemáticos ou corressem atrás de ossos, o que não me parece o caso.

O que se passa, ao meu ver, é que a consciencia é simultanea a vida. E você vai me dizer que pedras não são vida. Seria como tirar um fio de cabelo seu e dizer que aquele fio não é vida. No entanto o fio contem seu DNA. Ou arrancar a folha de uma árvore e dizer que tal folha não tem vida.

Aparentemente a pedra não tem vida, mas não seriam as pedras o equivalente as unhas de um ser vivo maior, no caso, a terra? Tudo bem, você está achando que sou doido, e nesse ponto concordamos. Mas veja, a terra é um planeta quente. De centro quente, que produz seu prórpio calor. Nesse caso me parece idêntico a qualquer forma de vida. A terra se movimenta, tem magnetismo próprio, a terra se transforma... Não é absurdo dizer que a terra é O ser vivo, no caso do nosso planeta... Entretanto a vida na terra é alimentada pela luz do sol. Sem ela, a terra morre. Então poderiamos dizer que a terra tem um coração e um espirito que lhe cobre de vida. A vida é a vontade de existir. A consciencia é a Vontade de vida. As pedras, sendo parte da terra, são manifestações da vontade de existir. E se transformam, se movem... A pedra não resiste a força do rio, ela se transforma, e se ajeita no melhor canto, para conter o rio, a pedra faz o seu trabalho... São seria conter o rio a razão de devir de algumas pedras? A vida é uma só, Suzana. Uma única vida que partilha diversas faces. Cada ser é uma face da vida unica. Eu e você somos o mesmo ser. Basta olhar de cima. Basta ver um jardim, com suas várias vidas e ainda assim sendo um jardim.
O Homem é o guardião da terra, nesses dias. Mas a consciencia do Homem sempre esteve aqui e ela está em tudo. Porque a consciência (a consciência real) do homem é a consciência Dele. Não somos a várias árvores que convivem num mesmo jardim. Somos nós todos o jardim, frutos da mesma árvore, portanto, filhos do mesmo pai, iguais uns aos outros. E por ser a unica "espécie" (detesto essa palavra) com vontade individual (detesto essa também) somos a semelhança dele. Somos unicos, mas não significa que somos o todo, mas fazemos parte disso.

Sei que parece um cliche, uma visão comum, etc... Mas é importante vivenciar isso. A ciência não explica porque classifica, separa as partes do todo. Da mesma forma que um fio de cabelo é só um fio de cabelo. Um homem é só um homem. Uma pedra é só uma pedra. O sol é um milhão de vezes maior que a terra, pode então o homem entender seu tamanho diante da Estrela? Pode o homem ser o felizardo de viver no paraíso da luz, pois a luz basta ao grande Homem. Mas ao pequeno homem a luz é apenas um efeito da fisica.

Ao homem basta a luz e conhecimento da causalidade. Mas poucos percebem isso, porque estão olhando as sombras. Para esses, as pedras são apenas sólidos onde suas sombras são projetadas. Para os que olham a luz, as pedras são o material sagrado, a pele que reveste a terra, que a renova, e que assim manifesta a Vontade suprema do Existir.

Bom, é assim, com essa certeza, que vejo a consciencia das pedras e de tudo que é banhado pela luz e que existe na terra.
Abra agora no google a foto de um vulcão e me diga se ali não há vontade e manifestaçào do existir. No entanto, para alguns, são apenas larvas, pedras derretidas no centro da terra, e bla, bla, bla.... Eles que tanto sabem sobre esses componentes da tabela periodica ainda se encantam quando ao pé do vulcão, quando adormecido, é onde estão as melhores condições para a formação da vida. Adoro a ciencia...


Bjo!


P.S - Desculpe a digitação precária, mas estou numa lan house no Egito e tenho que ser rápido... hauahu... brincadeira to em casa mesmo, bebendo uma coca-cola olhando umas fotos de uns corais... hauhauah....





 
« Last Edit: December 10, 2011, 08:58:18 pm by Claudio L. »

Offline Monstrinho

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #92 on: December 11, 2011, 06:28:30 pm »
Olá!  :D Li os novos posts do tópico!  ;) Todos!

Em primeiro lugar, apóio a abertura do tópico sobre Símbolos, a fim de facilitar a exposição e compreensão de muitos conceitos/idéias.

Brunopi, o cara que te puxa o tapete é uma ilusão, pelo menos se se considerar, e melhor que isso, acreditar que ele é o sujeito real desta ação - "puxar o tapete".

Mas, se considerarmos a ação em si, ela só pode ser uma ação de Deus, de outro modo, suporia que aquele que "puxa o tapete" - e supondo que o que cai se prejudica irremediavelmente (ex: suicídio, homicídio, etc) - seria dotado de livre-arbítrio que lhe dotaria de poderes especiais, no caso, por livre-escolha, decidir entre prejudicar este, e beneficiar aquele; amar isto, e odiar aquilo.
Logo, todas as ações são ações de Deus e é nesse sentido que o "puxador de tapetes", não é senão uma máscara de Deus.

Acácia/Suzana/Única Virtual, acho que o brunopi foi bastante feliz ao dizer que (vou reproduzir com as minhas palavras) todos os seres, animados ou inanimados, refletem a auto-consciência universal, dentro dos seus limites e estágios "evolutivos".

E, o Cláudio tentou esclarecer essa questão no exemplo das pedras, que, ainda que não sejam vivas, podem ser consideradas como unhas da Terra... (Gostei do exemplo, Cláudio).

Abçs

« Last Edit: December 11, 2011, 06:31:18 pm by Monstrinho »

Offline Suzana

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #93 on: December 12, 2011, 11:11:40 am »
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Acácia/Suzana/Única Virtual, acho que o brunopi foi bastante feliz ao dizer que (vou reproduzir com as minhas palavras) todos os seres, animados ou inanimados, refletem a auto-consciência universal, dentro dos seus limites e estágios "evolutivos".


Na impossibilidade ou na falta de vontade de usar máscara...  ???
Concordo com brunopi. Deus é o Tudo no Todo ou o Todo em Tudo... sei lá mais de nada, já disse! vocês têm razão.

Beijos , smack, A Deus! ;)

Offline Monstrinho

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #94 on: December 12, 2011, 10:42:08 pm »
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;DAcácia/Suzana/Única Virtual, Holística ;D

 ;)[...] vontade de usar máscara... ;)


"Allan Kardec"

738- a Mas nesses flagelos o homem de bem morre como o perverso; isso é justo?

– Durante a vida, o homem sujeita tudo ao seu corpo; mas, após a morte, pensa de outro modo e, como já dissemos  :o, a vida do corpo é pouca coisa; um século de vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos que sentis por alguns meses ou alguns dias não são nada, são um ensinamento para vós e servirão no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, compõem o mundo real. (Veja a questão 85.)  :o Esses são filhos de Deus e objeto de toda a sua solicitude; os corpos são apenas trajes (disfarces ou máscaras em outras traduções *) sob os quais aparecem no mundo  :o. Nas grandes calamidades que destroem os homens, é como se um exército tivesse durante a guerra seus trajes estragados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com as roupas que usam.


* Nota minha. Na minha tradução, de livro de bolso, está como Disfarces

Abçs,




 


Offline Monstrinho

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #95 on: December 12, 2011, 11:00:14 pm »
Monstrinho, o SE7MUS me parece uma pessoa rara e sincera. Às vezes me pergunto em que passo ele está... E me pergunto agora se este tópico não está migrando para outra coisa, uma vez que não apareceu mais ninguém que sustente a tal paradoxalidade de Deus (entre os tantos meninos de 15 anos fãs da NWOBHM que se dão ao trabalho de verificar as impressionantes incoerências da Bíblia).

O que vem a ser a "paraxodalidade de Deus"? Não li o tópico inteiro, mas do que eu li, não me lembro ter visto posts e "res-posts" discutindo exaustivamente essa questão...


Offline Suzana

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #96 on: December 13, 2011, 12:25:02 am »
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"Allan Kardec"

738- a Mas nesses flagelos o homem de bem morre como o perverso; isso é justo?

– Durante a vida, o homem sujeita tudo ao seu corpo; mas, após a morte, pensa de outro modo e, como já dissemos  , a vida do corpo é pouca coisa; um século de vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos que sentis por alguns meses ou alguns dias não são nada, são um ensinamento para vós e servirão no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, compõem o mundo real. (Veja a questão 85.)   Esses são filhos de Deus e objeto de toda a sua solicitude; os corpos são apenas trajes (disfarces ou máscaras em outras traduções *) sob os quais aparecem no mundo  . Nas grandes calamidades que destroem os homens, é como se um exército tivesse durante a guerra seus trajes estragados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com as roupas que usam.



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Mas, se considerarmos a ação em si, ela só pode ser uma ação de Deus, de outro modo, suporia que aquele que "puxa o tapete" - e supondo que o que cai se prejudica irremediavelmente (ex: suicídio, homicídio, etc) - seria dotado de livre-arbítrio que lhe dotaria de poderes especiais, no caso, por livre-escolha, decidir entre prejudicar este, e beneficiar aquele; amar isto, e odiar aquilo.
Logo, todas as ações são ações de Deus e é nesse sentido que o "puxador de tapetes", não é senão uma máscara de Deus.


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Uma séria questão que se costuma derivar do estudo do Advaita Vedanta é essa compreensão de que somos Deus sob infinitas máscaras. Acho um pouco perigoso pensar assim. O cara que me puxa o tapete não é Deus. Como poderia ser? O cara que me puxa o tapete é uma mera sombra, irreal, transitória, uma bolha de sabão ao vento. Ele não é o toco da árvore, e sim o fantasma, a jovem, o policial. Entende? É uma irrealidade... em certo sentido.
Outra coisa que me chama a atenção é a compreensão de Maya como ilusão. Não entendo dessa forma. Etimologicamente, o termo Maya deriva da raiz sânscrita matr, relativa à medida. Um exemplo: pegamos uma fita métrica e marcamos no chão um espaço equivalente a dois metros quadrados. O que fizemos foi medir – “dividimos” o espaço por meio de uma convenção. De modo semelhante agimos quando dizemos que isso em nosso braço é um cotovelo, quando avaliamos que o céu está em cima e o chão embaixo, ou quando consideramos que uma abóbora pertence ao reino vegetal. São convenções, classificações, estruturas mentais. A raiz matr está na origem dos termos mãe (materno, maternal...), matriz (matrix...), matéria (material, aquilo de que algo é feito...). Se você observar todas essas “coisas” que lhe cercam e que lhe chegam por meio dos sentidos, e não der a elas uma atenção objetiva, você não perceberá casas, pessoas, abóboras, cheiros, buracos, etc. Diz o Tao Te Ching: “o nomear é a mãe das dez mil coisas”. Se não há divisão, resta apenas Um.

Está escrito que ao homem é permitido que morra uma única vez.

Não somos Deus sob infinitas máscaras posto que as infinitas máscaras bem podem ser somente os múltiplos egos do homem mas,  podemos ser talvez uma das múltiplas faces visíveis da presença invisível de Deus.

E Monstrinho, páre de zoar. Neste fórum sou Suzana. Acácia virou memória. Única Virtual é meu e-mail e Holística foi uma máscara que você deletou do fórum máscaras de deus.  :P


Offline Monstrinho

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #97 on: December 13, 2011, 01:05:29 am »

1- Está escrito que ao homem é permitido que morra uma única vez.

2- Não somos Deus sob infinitas máscaras posto que as infinitas máscaras bem podem ser somente os múltiplos egos do homem mas,  podemos ser talvez uma das múltiplas faces visíveis da presença invisível de Deus.

3- E Monstrinho, páre de zoar. Neste fórum sou Suzana. Acácia virou memória. Única Virtual é meu e-mail e Holística foi uma máscara que você deletou do fórum máscaras de deus.  :P

1- Sim, linda. Ele morre uma única vez. Mas essa é a morte do ego. Quando há a morte do ego, já não há máscaras, não há fetiches e nem representações e o Ser, não cria mais identidades voláteis, que estão no domínio do impermanente: ele se defronta cara a cara com a verdade. É nesse sentido que só se morre uma vez.

2- O que eu entendo por "máscaras de Deus" são modos de manifestação da Realidade Única na multiplicidade e na variedade. E nós, limitados pelo cinco sentidos e pela razão, percebemos apenas aspectos ínfimos dessas manifestações, os acreditamos reais.

3-  ;D Você é uma garota suicida. Lá no tópico do Ajce1962, A Poesia como meditação, vc matou a Suzana. Depois, nesse mesmo ou em outro tópico, matou a Acácia  :o Vai entender...  ::)

Bjuxxxx  :-*


Offline Monstrinho

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #98 on: December 13, 2011, 01:15:30 am »
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Está escrito que ao homem é permitido que morra uma única vez.

;D
"voltei pra dizer agora, o oposto do que eu disse antes
eu prefiro ser esta metamorfose ambulante".

Ainda bem que podemos modificar certos escritos! Meu erro é querer mesclar o lado imortal da vida com o lado
universal comum a todos os mortais!
Ponho aqui fim também em Suzana :bomb_mini: (*)

Que haja Luz no site pois a escuridão está visivelmente reinante!

(*) E pelo gênero de morte, ela é uma fundamentalista islâmica  ;D

A nossa querida Fênix do Fórum  :-*

 :)





« Last Edit: December 13, 2011, 01:18:50 am by Monstrinho »

Offline Suzana

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Re: O Deus do PARADOXO
« Reply #99 on: December 13, 2011, 01:56:38 am »

Vou explicar minha infantilidade passada.

Meu mundo era totalmente bíblico. Para mim , Deus havia criado o mundo em 7 dias e feito o homem do barro, ...
Quando conheci o mundo sob outro ângulo , surtei! Acácia representa bem esta minha transição, por isso não posso tê-la como domínio e sim, como memória pois meu sangue estava nela. Mas com Suzana é diferente. A fonte que sou eu, já está um pouco solidificada com o conhecimento das diversas aparências que o mundo pode ter, ainda que Graças a Deus  e com Jesus, não perdi a minha fé. Foi o que me livrou da morte.

Assim sendo, Acácia foi uma saga mas em Suzana, busco me situar neste novo mundo.
Mas em termos de conhecimento , estou realmente sobrando no fórum. Não sei nada sobre as tantas religiões e filosofias orientais. Mas, lendo a Bíblia, não vejo como compactuar com o espiritismo e o islamismo mas isto não é radicalismo (fundamentalismo) e sim, meu entendimento da Palavra de Deus.

Mas me afeiçoei ao mundo de Platão. Ao mundo que para mim representa a razão, o ser racional. Para mim, a razão é algo que Deus nos concede e que o homem deveria lutar para não perdê-la. Às vezes atrapalha a fé mas dá pra conciliar.

Agora estou realmente na realidade, ainda que atrasada...

Beijos, tchal. Não ponho fim em mais ninguém salvo, na minha infantilidade.

A Deus!
« Last Edit: December 13, 2011, 11:05:48 am by Suzana »